quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A última vez que te vi

passou-se o tempo, passou-se cada estação,
mas nunca passou o amor dentro mim.
passou-se a hora, passou-se o segundo a cada pulsação,
mas nunca passou o encanto de nós juntos até ao fim.
e assim chegou a hora, que tal seria voltar a ver-te?
passou a madrugada e chegou a manhã,
foi, por sinal, hoje e não ontem ou amanhã.
eras tu, o menino de cabelos ao vento,
que fazia de mim tudo o que era de bom naquele momento.
eras tu, o menino de sorriso encantado,
que fazia de mim algo tão imaculado.
eras tu e não outro alguém.
era por isso que eu te amava como ninguém.
naquele dia tudo passou rapidamente, até mesmo o tempo.
desejava ter-te para sempre antes, depois e naquele momento.
desejei ter-te, sim, possuir uma parte do ti.
despedi-me e foi assim a última vez que te vi.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Sempre esteve destinado

eram amantes desconhecidos de um beijo por dar,
nem os lábios se conheciam e a mente já imaginava o sabor,
a sensação, o toque irresistível, o calor da mão por presentear.
de longe avistavam-se, mas de perto queriam-se.
eram puxados pelo olhar um do outro como se estivessem sós,
mas não estavam, havia bastantes pessoas em redor.
era necessário uma força maior para separar aquela ligação desconhecida.
mas quem se atrevia a fazê-lo? ninguém!
em seu lugar, cada pessoa ficava permanecida.
talvez fora por isso que essa ligação manteve-se até então,
talvez fora por isso que esse amor nunca se pôs em questão.
antes, não passavam de desconhecidos,
mas depois ficaram dependentes um do outro.
nunca imaginaram ser tão unidos,
mas depois viviam um no outro.
seria obra de quem, juntar aquele amor incontrolado?
eles nunca imaginaram, mas sempre esteve destinado.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Se há algo superior ao amor ...

ele disse que me amava como se ama o tempo,
duradouro, raro, constante!
ele disse que me amava mais que tudo naquele momento.
como é que ele pode amar-me mais que tudo,
se tudo engloba até o que ele próprio desconhece?
e se aparecer algo melhor, algo divino, algo que ele carece?
provavelmente, deixarei de ser um alívio e passarei a ser um fardo para ele.
mas não, eu não estou preparada para deixá-lo ir,
e em nenhum dia estarei, e em nenhum dia irei conseguir.
habituei-me a ele como o mar habituou-se à terra!
habituei-me a ser dele, habituei-me a viver nele.
se nada pode separar o mar da terra, nem mesmo uma guerra,
então nada pode separar-me de ti, é isso, somos ligados por forças maiores.
ou talvez por uma única força maior, o amor,
no qual se desconhece a definição,

mas se não for ele o superior, então não somos quase nada,
somos água derramada, chuva saciada, dor acumulada.
se o amor não for a força maior, então existe outra coisa que nos une,
à qual não sei a definição, mas sei que mora dentro de mim, no meu coração.
se há algo superior ao amor, é isso que sinto por ti então.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Talvez se o tempo não existisse...

gostaria que houvesse uma maneira de voltar ao passado,
ser criança novamente e ficar por lá,
ou então voar para um futuro adequado.

talvez seja isso, gostaria de passar à frente esta fase.
chegar ao momento em que não necessito mais de esperar,
em que consegui ser o que quis e sempre te tive a meu lado.
gostaria de saltar para a parte em que estou prestes a iniciar,
é isso, prestes a iniciar tudo o que sonhei.
quero ocultar os obstáculos!
mas que sentido terá a vida se for uma constante felicidade?
se porventura nunca sofremos, então é certo que nunca aprendemos.
talvez se o tempo não existisse vivíamos na incógnita da obscuridade.
exato, se o tempo não existisse nunca o perdíamos!
mas então, como saberíamos que o amanhã vem melhor se o amanhã poderia ser o agora?

assim sendo, o agora era o melhor dos tempos e a felicidade era constante!
talvez se o tempo não existisse vivêssemos num júbilo abundante.



segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Gosto da maneira como gosto de ti

gosto da maneira como o teu olhar fita o meu,
como se nos víssemos pela primeira vez.
gosto da maneira como a tua mão ocupa quase
toda a minha barriga,
como se fosses o gigante de mim.
gosto quando o teu riso torna-se, para mim, uma cantiga,
como uma canção de embalar que faz adormecer, por fim.
gosto quando dizes que me amas,
como se fosse a única palavra do teu vocabulário que fizesse sentido.
gosto de mim quando estou contigo,
como se fosse, assim, a única maneira de me sentir bem.
gosto da maneira como os teus braços são, para mim, um abrigo,
como se fosse o único lugar que eu não temesse perigo.
gosto da maneira como dizes o meu nome,
como se suasse a algo melódico da tua boca.
gosto da maneira como me fazes rir,
como se o meu riso só fosse verdadeiro
provocado por ti.
gosto da maneira como gosto de ti,
como se fossemos melhores assim.