sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Sempre esteve destinado

eram amantes desconhecidos de um beijo por dar,
nem os lábios se conheciam e a mente já imaginava o sabor,
a sensação, o toque irresistível, o calor da mão por presentear.
de longe avistavam-se, mas de perto queriam-se.
eram puxados pelo olhar um do outro como se estivessem sós,
mas não estavam, havia bastantes pessoas em redor.
era necessário uma força maior para separar aquela ligação desconhecida.
mas quem se atrevia a fazê-lo? ninguém!
em seu lugar, cada pessoa ficava permanecida.
talvez fora por isso que essa ligação manteve-se até então,
talvez fora por isso que esse amor nunca se pôs em questão.
antes, não passavam de desconhecidos,
mas depois ficaram dependentes um do outro.
nunca imaginaram ser tão unidos,
mas depois viviam um no outro.
seria obra de quem, juntar aquele amor incontrolado?
eles nunca imaginaram, mas sempre esteve destinado.

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