O céu só existe para quem acredita na possibilidade de voar.
Que outro sentido faria o céu se não tivesse quem acreditasse que seria possível voar? E que sejam pássaros e que sejam borboletas todos aqueles que acreditam que o céu é a causa de voar. Que tenhamos asas e que o céu seja a nossa casa.
É como o sonho. Que sentido faz a vida de quem não sonha?
Do mais profundo de nós vem o mais árduo sonho e só quem acredita na possibilidade de concretizá-lo é que tem espaço para viver. A vida pode muito bem resumir-se a sonhos. Do sonho vem objetivos e de objetivos vem a vontade de concretizá-los e logo, vem a vontade de viver. O mundo precisa de sonhadores, tal como o céu precisa de seres que saibam voar. Que nós, humanos, sejamos os sonhadores de quem o mundo precisa e que vós, todos os seres com asas, sejam os voadores do céu. Que o nosso único objetivo seja acreditar que da mais ínfima possibilidade ainda há esperança para o sonho, ainda há possibilidade de voar.
E do mais escuro beco, surge a mais linda borboleta.
Como quando o nosso interior é tão escuro que precisamos de algo para nos sentirmos salvos. E assim surge o sonho mais absurdo que poderíamos desejar mas que no entanto nos mantém vivos. Ou então, quando estamos perdidos e aparece alguém, a luz da nossa escuridão que nos oferece o abraço das palavras e que nos faz acreditar na possibilidade de um novo sonho.
Que outro sentido faz a vida se não o de sonhar?


