quinta-feira, 31 de julho de 2014

O que é que eu fiz de mal?

ninguém vai entender a incógnita do teu pensamento.
se dói, se faz chorar, se ri, se faz gostar.
talvez ninguém vai ter "O" argumento,
que te faz refletir, acreditar e que acaba por te ajudar.
era bom que tudo o que existisse estivesse aqui,
era bom que eu pudesse vê-lo daqui,
era bom que a minha alma não vagueasse,
era bom se ele me levasse.
se eu sinto a sua falta, então é porque outrora ele tornou-me especial.
e se ele me fez assim ele que volte e que me faça sorrir,
que traga a felicidade do meu sonho e que não me faça partir.
vem e coloca tudo como sempre foi, decerto anormal.
se ele não está aqui, o que é que eu fiz de mal?

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Defeitos


se ele me toma por insegura,
então ele tem razão.
nunca ninguém fica eternamente,
são muitos os que dizem adeus e vão.
digo-lhe que tenho medo,
e quando ele parte dói-me o coração.
abraça-me e implora ao tempo
que vá mais devagar,
e por um longo momento
faz o tempo parar.
confesso os meu defeitos
e tu admites os teus,
juntos são perfeitos, tal como os teus lábios nos meus.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Se sou amor, tu és paixão

se sou terra, serás mar,
pois assim tocarei no mais profundo de ti.

se sou vento, serás folha,
pois assim transportarei-te no caminho da felicidade.
se sou corpo, serás alma,
pois assim poderás conduzir-me à bondade.
se sou rosa, serás pétala,
pois assim embelezarás o meu tudo.
se sou poema, serás rima.
se sou canção, serás nota musical.
se sou choro, serás lágrima.
se sou amor, serás paixão,
pois assim poderás crescer no meu coração.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Encontro em ti todo o infinito

encontro em ti todo o meu ser,
encontro em ti todo o amor do mundo.
enfim, fizemos nascer
um olhar, um beijo, um abraço profundo.
encontro em ti o encanto da primavera,
as flores a desabrocharem e o sol a brilhar.
encontro em ti toda a luz, todo o clarear.
não encontro em ti nem uma lágrima ou um desalento!
contens toda a alegria do universo,

e nem sequer encontro em ti um mau argumento.
tudo em ti é perfeitamente bonito,
até os teus defeitos por descobrir,
e confesso, encontro em ti todo o infinito.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Vens comigo?

vou ser feliz, vens comigo?
imploro que venhas, sem ti não consigo.
vamos construir um lar, ter um jardim, uma cama nossa.
vamos perder a noção do tempo
e não vamos pensar em nenhum contratempo.
por mim pode ser uma cabana ao pé do mar,
contigo por perto para me aconchegar.
vamos observar o luar,
vamos tornar-nos únicos,
vamos deixar que o mar leve o tempo,
vamos deixar o amor crescer por dentro.
logo de madrugada vou ter contigo,
vou implorar-te que sejas meu e vou dizer-te que vou ser feliz!
mas vens comigo?

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Como na noite passada

envolve-me nos teus braços como na noite passada,
deixa-me dormir sobre a madrugada.
beija-me como se o amanhã não existisse,
ama-me durante um pequeno momento chamado sempre.
deixa-me cair sobre o teu colchão,
diz-me que eu estarei sempre no teu coração.
faz como na noite passada e tira-me o roupão,
beija-me o pescoço e deixa-me cair na tentação!
despe a minha pele e faz-me tua.
acorda-me com um beijo eloquente.
traz-me o café quente,
diz-me que me amas,
ajuda-me a vestir.
faz tudo como na noite passada e volta a repetir!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Paris viu-me a amar






creio que me perdi naquela rua de Paris.
era extensa, infinita, e sendo assim percorri-a.
foi um alívio ver-te por cima da ponte, onde por baixo o rio corria.
seduzida pelo encanto do teu amor, perguntei:
- nous allons à la tour? 
lá em cima sorri, fitei o teu olhar, e acabei por declamar
- "ton baiser vaut mille déclarations d’amour!".
e tu rias porque mal percebias,
e porque fora a primeira vez que eu não me espalhei a falar francês.
e encantado decidiste não responder em português
- Je t'aime! Je t'aime mon amour!
e foi assim, sobre o luar,
que Paris viu-me a amar!

terça-feira, 15 de julho de 2014

A carta

percorri por entre as árvores todos os caminhos e passei pela fonte.
subi a montanha e desci o vale e encontrei-me sobre a ponte.
notei que era o lugar mais adequado para a ler
e assim começava por dizer:
"notei que era belo o som do mar,
que era clara a luz da lua.
vi-me sobre o jardim a passear
e colhi a rosa que era tua.
espera por mim, meu amor,
que voltarei para ficar
serei o teu escritor
e o nosso romance irei narrar.".
e foi assim, segurando a carta, triste e desolada, que esperei por ser amada.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Ele deu-me asas para voar

para melhor sentir algo é necessário fazê-lo de olhos fechados,
sentir o cheiro inodor das sensações,
tocar nos sentimentos abstratos.
para melhor sentir algo é necessário ter o corpo e a alma controlados.
perguntas tu como sei?!
todos os seres que possuem o coração nas mãos de alguém
amam e são amados, é isso, amo e sou amada! óh, o quanto ansiei ..
ansiei por dizer que sentir o amor é algo inexplicável,
"É querer estar preso por vontade" como dizia Camões.
é sentir cada instante agradável e tornar-se aceitável.
é numa só batida unirem-se as pulsações.
se hoje sei sentir, se hoje sei quase descrever, se hoje sei amar
é porque ele deu-me asas para voar.

domingo, 13 de julho de 2014

De que cor é o teu beijo?

de que cor é o beijo que nos torna ideal?
azul do infinito? ou vermelho da paixão?
de que cor é o beijo leal?
verde da esperança? ou amarelo da descontração?
de que cor é o beijo que te torna interminável?
de que cor é o beijo que te permite ficar?
deixa-me descobrir a cor do teu beijo amável!
deixa que eu abdique da cor do meu beijo para saber a cor do teu, deixa-me abdicar!
deixa que eu prove a cor do teu beijo, beija-me!
sim, beija-me e deixa-me voar, deixa-me sentir o teu toque.
deixa-me procurar saber, deixa-me entender se há-de existir uma cor para os teus beijos.
deixa que os teus beijos me deixem em desejo.
mas afinal, de que cor é o teu beijo?

sábado, 12 de julho de 2014

Quantas mais vezes terei que te dizer adeus?

- amas-me quanto?
- o suficiente para impedir que te vás embora!
- sabes que se eu pudesse ficar ... beija-me enquanto ...
fez-se a última chamada para o voo, era a hora.
descolaram-se os lábios
e juntaram-se os braços num abraço sufocante.
separaram-se as mãos 
e caminhámos em sentidos opostos numa saudade abundante.
se ele soubesse o quanto dói não tê-lo por perto,
se ele soubesse que sem ele o tempo é incerto,
se ele soubesse o quanto me custa deixá-lo partir,
se ele soubesse que os meus lábios, os meus braços eram seus...
meu amor, quantas mais vezes terei que te dizer adeus?

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Promete-me!

o barco não velejava, o barco deslizava por cima do mar.
enquanto isso deste-me um buquê das mais belas flores,
beijaste-me e pediste-me para olhar.
era o horizonte, infinito, tal qual como o nosso amor.
e por falar em amor, acreditas que eu amo-te mais?
ou melhor, acreditas que o melhor sítio para viver é no teu coração?
prometo não abandonar-te! se faria tal coisa? jamais!
e tu? prometes-me a lua?
promete-me que sempre serei tua,
e eu prometo que nos teus bons e maus momentos sempre te irei ajudar,
e suportarei contigo toda a tua dor.
longe ou perto, ou até mesmo por cima do mar,
promete-me, meu amor, que sempre me irás amar.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

"Os grandes" que fizeram, num poema, a nossa história

de noite fez-se poema sobre a canção do nosso amor
juntou-se Eugénio de Andrade, Pessoa, T. S. Elliot, e Camões
contámos todas as nossas histórias, e passo a passo as nossas ações.
contei-lhes a invenção do nosso beijo.
falei-lhes sobre o encanto dos teus olhos,
do palpitar do meu coração quando estou contigo.
disse-lhes que foi graças a ti que voltei a ter sonhos!

agradecia todos os dias a Deus,
"obrigada por tê-lo posto no meu caminho"
e pedia que jamais houvesse um adeus!
demorou uma eternidade para o escrever
e juro, que hoje, ainda, permanece em toda a minha memória,
obrigada "aos grandes" que fizeram, num poema, a nossa história.                                                                                                                                  

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Por entre as flores do jardim

a tarde era perfeita, o céu estava pouco límpido, o mar estava calmo,
então decidimos passear no parque
e confessei-te que eras o almo,
o almo da minha felicidade, o almo da minha pessoa
queria-te e não havia outra maneira de o mostrar sem ser roubar-te um beijo.
desejei que o tempo parasse e que fôssemos infinitos
desejei que fôssemos um só,
que se juntassem os espíritos.
a tua pele era suave e os teus lábios macios,
as tuas palavras eram música e a tua alma era pura
e assim ocupaste os meus espaços vazios.
fiz-te, desse modo, dono de mim
e amei-te por entre as flores do jardim.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O beijo de todos os santos

o restaurante era elegante, requintado
e era a luz das velas que iluminava os nossos rostos.
nunca me hei-de esquecer daquele teu sorriso apaixonado
e daquele teu brilho nos olhos de menino encantado.
mandámos vir a refeição,
fitaste-me e eu envergonhada disse "amo-te" e segurei a tua mão.
confesso que o fato ficava-te bem, fiquei fascinada, sabes?
inesperadamente a nossa música começou a tocar,
alcançaste a minha mão e pediste-me para dançar
e eu confesso que realmente sabes como me amar.
a nossa música terminou e agora Rain de Brian Crain ocupara o lugar.
surgiu desse modo o beijo dos beijos e eu desejei que fosse eterno.
e foi assim o beijo de todos os santos.

A música do teu corpo

era tudo nosso, a casa era nossa, tu eras meu e eu era tua.
entrávamos como queríamos,
e quando a porta se fechava

a história contava-se da maneira que antevíamos.
da noite anterior, a cama desfeita encontrava-se tal qual como estava.
era tanto o amor que as roupas ficavam espalhadas pelo chão,
e caminhávamos unidos por um beijo ofegante.

as paredes do quarto barravam os nossos gemidos de paixão
e quando o amanhecer espreitava, o amor era cada vez mais abundante.
os lençóis cheiravam a sexo 
e quando me levantei para ver o nascer do sol
vi em ti a minha alma, o meu reflexo.
e foi assim que percebi a música do teu corpo.

E fui capaz de admitir ...

"tears don't mean you're losing" dizia-me ele
quando eu, frágil e derramada sobre o leito, chorava.

e sôfrega entrei nele
e saciei os seus beijos os quais me apaixonava
os quais me traziam a paz
e ali, ao clarear da noite, eu acreditei que de tudo era capaz.
perguntei-me se era do corpo ou da alma
se era do cérebro ou do coração 
se era da ferocidade de um relâmpago ou da chuva serena e calma
se ali permanecia não era só por atração.
se ali me encontrava era por causa da sua força,
se ali o amava era por todas as sensações que ele me dava a sentir,

amava-o e fui capaz de admitir!