quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A chuva

comecei por ouvir o som da chuva,
quão bela melodia de céu cinzento,
terminei por ouvir relâmpago violento
que nasce por entre esse céu e decide ser manda-chuva.

gota a gota que caí,
pus-me a pensar de onde nascia.
se era azul ou transparente,
(Fotografia por Henrique Silva)
ou apenas chuva que desabava por entre a gente.

inútil, praga, incolor?
não, certamente louvor!
se nos impede de morrer à sede
então mede tanto quanto alma coerente.

se faz as flores florir,
se faz a agricultura melhorar,
então faz gente sorrir,
então faz gente cantar.

se o som da chuva tem tanto de perfeito,
se o som da chuva tem tanto de melódico, 
que façam a chuva cair desse jeito,
que façam a chuva de tempo periódico.

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