domingo, 28 de dezembro de 2014

Três e meia da manhã

três e meia da manhã,
e eu sou um tic-tac de horas.
que a noite leva-me por becos escurecidos,
e que me trazem pensamentos atrozes.
acorda-me num vendaval de emoções
e faz chover o amor,
acalma a tempestade
que não é mais que uma sensação de pudor.
o despertador não toca,
e tu não vens.
são três e meia da manhã
e eu quase perco os meus bens.
corre! vem acudir-me!
protege-me num abraço

que já sou quase cansaço,
não é que te importe,
mas a chuva já vem forte,
o mar está mais agitado,
e o vento virou para norte.
eram três e meia da manhã
e tu não vieste

que o dia te corra bem amanhã,
porque já me perdeste.

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