As cores cinzentas de esperança chuvosa.
Nem um raio de sol, uma abertura de céu azul;
A bússola só aponta para sul.
Flores primaveris nem vê-las;
A humidade escorre pelas entranhas.
Os faróis dos carros iluminam estradas,
Que na brancura se encontram escondidas.
E depois a chuva cai que nem lágrimas;
E o tempo chora as últimas;Acaba por desmoronar a palidez
E mais ninguém vem com porquês.
E o céu voltou na noite estrelada,
E a lua mostrou-se encantada.
Estrelas abrilhantaram o manto escuro
Parecendo que o dia não foi duro.
Voltam os cagarros, e a sua música noturna,
E os morcegos antes que "noturna" passe a "diurna".
E de repente a lua beija o mar,
E era hora de acordar.
Sem ti eu sentia-me como céu cinzento,
Por dentro transformava-me em tormento.
E depois acordaste-me da escuridão,
Envolveste as tuas mãos no meu coração.
Queria que soubesses que te amo,
Que é a ti que aos Deuses reclamo,
E que quando não estás aqui,
O tempo é escuro em mim.
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